sexta-feira, 9 de abril de 2010

Feirinha Feliz- Entrada do Outono

No dia 19 de março a Casinha Feliz proporcionou aos seus educandos uma atividade diferenciada para festejar a entrada do outono. A data serviu de pretexto para incentivarmos a prática de uma alimentação saudável, ampliar o paladar diante da variedade de frutas existentes, além de criar um ambiente semelhante a uma feira de verdade, onde os alunos puderam comprar frutas, atentos a seus respectivos valores e ao troco correto.
Durante toda semana a feira esteve presente nas atividades das mais diversas formas envolvendo todas as áreas do conhecimento: Matemática, Ciências, Língua Portuguesa, Música, Artes, além de ter contribuído para a ampliação do paladar das crianças diante da diversidade de frutas.
Resumindo, os alunos digeriram saúde, muito conhecimento e uma semana pra lá de saborosa!
Vamos acompanhar o processo pelas fotos...
 
Iniciamos a montagem da feira com alguns voluntários da Turma dos Amigos que se dispuseram a fazer a faixa principal da feira e algumas placas com frutas decoradas em grande estilo!!! Obrigada 1° Ano pela riqueza e beleza de suas produções!















Os feirantes foram selecionados um de cada turma do 1° ao 5° Ano. Eles trabalhavam em duplas e trios para atender bem aos fregueses.




Eles receberam instruções sobre o funcionamento de uma feira e receberam uma caixa com dinheiro para troco. A primeira responsabilidade que receberam foi a de contar quanto dinheiro tinham em caixa, para no final da feira, ao fecharem o caixa, saberem o quanto ganharam com as vendas. 

As funções dos feirantes eram divididas e alternadas para que pudessem passar por todas as etapas. Enquanto um atendia ao cliente, o outro anotava a fruta vendida e a quantidade na tabela, enquanto o terceiro cuidava de embalar e entregar a mercadoria. E os fregueses começam a chegar, a princípio por turma para não tumultuar, mas o tempo foi ficando curto para atender a todas as salas e eles começaram a vir de duas em duas.


A Educação Infantil desceu antes da Feira começar para que as professoras pudessem explorar outros conceitos e levantar desafios a serem resolvidos pelas crianças usando esse material concreto tão rico e saboroso!!

Eles compararam pesos, texturas, tamanhos, cores, formas, cheiro, quantidades.  



Eles fizeram experiências próprias, tais como subir na melancia, contar laranjas nas caixas de madeira, tentar levantar as melancias das bancas.


Pesar e virar a balança do avesso para poder entender sua função, já que tudo hoje é tão eletrônico e digital!!! E foram muitas as curiosidades sanadas...

E o que é que a banana tem?

Antes de partir para as compras os alunos passavam pelo Banco Central, incorporados pelas professoras, para se capitalizarem.


 Tinham aqueles que vibravam com apenas uma moeda, assim como tinham aqueles que quanto mais dinheiro melhor!!

 Tinha até gente guardando o dinheirinho nos bolsos...


E gente que não queria comprar para não ter que dispor das suas notinhas...


Gente econômica, gente gastadeira,

Tinha fregueses tranquilos, pacientes, mas também tinham aqueles que furavam filas, não esperavam sua vez de serem atendidos. Os feirantes ficaram mais impaciente com os fregueses reclamões, que achavam as frutas muito caras e queriam um chorinho, ou melhor, uma frutinha a mais na balança!


E quando um professor ou diretor queriam comprar a fruta sem dinheiro, os feirantes partiam para a reclamação e diziam, só levam se trouxer o dinheiro!!! E não é que eles conseguiram organizar a questão do terrível FIADO?!!

 Os feirantes começaram a reclamar da quantidade de trabalho e tiveram que resolver esse desafio entre eles. Foi fantástico, pois tinham que atender a todos e usar de toda a agilidade e simpatia para não perder a freguesia!
Escolher bem as frutas também é um belo ensinamento. Então vamos conhecer alguns fregueses mais exigentes em suas escolhas...


Escolher bem as frutas também é um belo ensinamento. Então vamos conhecer alguns fregueses mais exigentes em suas escolhas...

Hora de levar as frutas para a sala... Quando os dois carrinhos de feira estavam sendo utilizados, foi preciso improvisar. Nessa hora, cada aluno entrou com uma idéia diferente, mas tudo se ajeitou no final!

Os hábitos de higiene também precisam ser trabalhados... Será que podemos comer imediatamente as frutas tiradas das bancas? Claro que não!! Então vamos aprender o processo de higienização correto, com direito ao produto adequado para tal.



Chegou a tão sonhada hora de degustar as frutas... Cada um escolhia sua fruta favorita e foram incentivados a experimentar outras que não tinham o costume de comer. Vamos comparar os sabores? Qual será melhor? Qual será a mais doce? A mais azeda? A mais ácida? Todas as uvas têm o mesmo sabor? Só conferindo para responder a esses desafios lançados pelas professoras, não é mesmo?


E agora, o que fazer com as cascas das frutas e todo o lixo produzido?
Hora de saber reciclar e ajudar nosso planeta a ser saudável também!!!

Algumas frutas da Feirinha Feliz apodreceram!

Então aproveitamos para estudar sobre isso, com a seguinte pergunta: De onde vem o bolor que cresce sobre os alimentos?
Esta foi uma rica oportunidade para as crianças observarem e conhecerem de perto a presença do bolor nas frutas e de testaram os sentidos, tocando, cheirando e observando como acontece a ação do bolor!


Conhecimento prático, para se lembrar para sempre...

Várias atividades foram sendo propostas aos alunos de forma contextualizada, incluindo a construção de desafios matemáticos por eles utilizando dados da feira. Alguns deles se transformaram em questões das avaliações. E eles capricharam no nível de dificuldade. Teve desafio que nem o próprio criador conseguiu resolver!!!


Diferentes tipos de utilização das frutas foram testados em nossa cozinha experimental!
Que tal uma sobremesa com bananas assadas? Tia Fátima fez para a Turma dos Amigos e ninguém conhecia...



Teve gente que adorou!!!


Teve gente que estranhou, mas pelo menos
experimentou um sabor diferente...


Teve suco de laranja em todas as salas, mas na Turma da Amizade teve um diferencial, eles aprenderam a preparar o suco e fizeram uma atividade onde tinham que organizar as fotos obedecendo à sequência lógica dos passos necessários para preparar um delicioso suco de laranja. Foi incrível, vamos conferir a euforia!!!



Todo processo de transformação desperta interesse nas crianças, por isso é importante que elas acompanhem e participem ativamente de  situações como estas.


Em que foto o espremedor de frutas tem mais suco?
Eles compararam as quantidades de acordo com as laranjas que espremiam e o medidor em ml.

Momento de degustação!!!


Na Turma da Mamadeira, difícil foi sobrar melancia para preparar o suco, pois quando Tia Luciene ofereceu um pedacinho para cada um perceber o doce através do paladar, eles não pararam de entrar na fila para ganhar mais um pedacinho.

 
Tia Lú teve que apressar o passo para o preparo do suco,
para não faltar o ingrediente principal.


suco de melancia foi muito apreciado.

E que tal relembrar aquele doce tradicional conhecido por “Olho de Sogra” para transformarmos as ameixas secas em uma deliciosa experiência?
Os pais de Tiago e Júlia trouxeram ameixas secas e nós as transformamos em um doce com recheio de beijinho e é claro, com a participação das Turmas dos Amigos e Dinâmicos. Vamos acompanhar o processo?



Conhecendo os ingredientes.


Exercitando a coordenação motora ao separar as forminhas.


Ajudando no preparo.


Todos querem dar uma mãozinha...


Como criança não deve brincar com fogo,
tia Fátima toma conta da panela e do fogão!


Tudo pronto para ser modelado...


Receberam instruções das professoras
e colocaram seu aprendizado em prática!

Quanto maior a quantidade do doce beijinho,
maior seria o olho da sogra!

Beatriz ficou organizando os doces para
a festa da degustação!

E foi lançada a pergunta: Por que esse doce
se chama Olho de Sogra?

E algumas respostas foram:
"Porque quem inventou foi uma sogra."
"Porque ele vem dos antepassados."
"Porque olho de sogra é grande."


Isadora disse que a ameixa sozinha não tinha bom
cheiro, mas com o beijinho ela ficou muito
cheirosa e estava louca para provar.

Mas só poderia comer depois que todos terminassem
suas modelagens, ou melhor, seus docinhos!

E eles não estavam com pressa, pois o ato de ajudar no preparo
já é uma grande festa e sustenta a alegria de poder criar algo para si mesmo.

A Casinha Feliz agradece aos pais por terem contribuído com essa riquíssima sequência didática, hoje conhecida entre os alunos, por FEIRINHA FELIZ!!

Muitas atividades ainda serão planejadas e executadas durante esta linda estação do ano! Fiquem de olho, pois nós não paramos por aqui!!!

Vocês gostaram de nossa Feirinha? Então deixe seus comentários...

segunda-feira, 5 de abril de 2010

"Bons alunos fazem lição sozinhos"

O psicólogo americano diz que há o jeito certo para os pais acompanharem a lição dos filhos e dá dicas de como evitar que a hora do dever vire um transtorno.



CAMILA GUIMARÃES




O professor Harris Cooper, do Departamento de Psicologia e Neurociência da Duke University, nos Estados Unidos, é especialista em lição de casa. Ele estuda o assunto há mais de 20 anos, analisando qual é o impacto que um dever de casa benfeito tem no desempenho escolar do aluno. É significativo. Mas o efeito só será positivo se os pais se envolverem – e da maneira certa. O papel da família se limita a monitorar e dar o exemplo. Fornecer respostas prontas ou ensinar a matéria para os filhos pode ser pior do que não fazer nada.



ÉPOCA – Por que o envolvimento dos pais na lição de casa faz diferença no desempenho escolar dos filhos?

Harris Cooper – Porque é o melhor momento de mostrar para os filhos quanto a escola é importante. Se os pais são participativos e têm atitude positiva em relação ao dever de casa, muito provavelmente a criança terá a mesma atitude em relação ao aprendizado. Se a atitude for negativa, poderá até gerar atritos com a escola.

ÉPOCA – Em suas pesquisas, a lição de casa aparece, muitas vezes, como um campo de atrito entre pais e escola. Por quê?


Cooper – Isso pode acontecer quando a lição vira um transtorno para os pais, que precisam mudar sua agenda para acompanhar o dever dos filhos. E quando a execução da lição de casa envolve os pais de tal forma que passa a ser total responsabilidade deles que aquela lição seja executada. Por isso a escola precisa prestar atenção ao envolver os pais na lição de casa. É preciso levar em conta que muitos deles não têm tempo para uma participação mais direta. Ou que podem ter falhas na educação que os impeçam de fazer o papel de mentores.

ÉPOCA – Existe uma lista de boas práticas para os pais que acompanham a lição de casa dos filhos?


Cooper – O principal é ter em mente que, a menos que venha um pedido específico da escola, o papel da família na lição de casa é monitorar a criança e dar condições para que ela faça o que é preciso ser feito em um lugar e um horário adequados. Ajude na pesquisa fornecendo um livro, tire uma dúvida. E sirva de exemplo. Se seu filho estiver fazendo a lição, desligue a TV.


ÉPOCA – O que mais atrapalha?

Cooper – Fazer a lição pelo filho. Sabemos que os melhores alunos fazem a lição de casa sozinhos. O dever é uma excelente oportunidade para o aluno desenvolver habilidades de aprendizado. O envolvimento dos pais em excesso pode atrapalhar.


ÉPOCA – O que mudou na relação escola-família nos últimos anos?

Cooper – Em relação à eficiência do envolvimento dos pais, pouca coisa. A maior novidade nessa relação talvez seja a introdução da internet. Cada vez mais escolas usam e-mails e websites como canal de comunicação com os pais para deixá-los atualizados sobre a vida escolar dos filhos.


ÉPOCA – Isso é bom ou ruim?


Cooper – O lado bom é que com a internet a comunicação ficou mais rápida e fácil. Na maioria das vezes, a web consegue aproximar a família da escola. O ruim é que ainda não conseguimos garantir acesso à web para todos, e alguns pais acabam excluídos.

As 4 regras de um bom dever de casa


1. O dever é da criança, não dos pais .
Ela deve ser capaz de fazê-lo sozinha. Isso não quer dizer que ela deva se sentir sozinha. Orientações – sem exagero – são bem-vindas


2. Os pais devem acompanhar .
Dar o exemplo estimula o aluno. O pai ou a mãe podem ler um livro no mesmo momento que o filho lê. Se for o mesmo livro, e daí surgirem discussões, melhor. Se a lição for de matemática, o adulto poderá aproveitar para fazer as contas da casa

3. É para se esforçar, não para arrancar os cabelos.
Se a criança está esgotada, é melhor parar e retomar o exercício em outra hora, de cabeça fresca. Senão, pode ficar com raiva da tarefa, da escola, dos pais... e criar resistência à disciplina .



4. A rotina ajuda.
Para acabar com o problema de sempre deixar o dever para a última hora, é bom estabelecer um horário regular para o dever. Ter um cantinho para estudar também ajuda na organização e concentração do aluno.




FONTE: REVISTA ÉPOCA, 8 de março de 2010.